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Reposição hormonal ainda é tabu, mas traz inúmeros benefícios à saúde.

Muito se fala sobre a reposição hormonal. Para muitas mulheres esse assunto ainda é cercado de dúvidas, contradições e até preconceito. É preciso compreender as fases da vida e a importância dos hormônios para o bem-estar e a saúde feminina. 

A terapia de reposição hormonal, também conhecida como TRH, consiste em um tratamento que regula os níveis de hormônio no organismo e que pode ser muito eficaz para o combater e aliviar alguns sintomas característicos de mudanças naturais que ocorrem no corpo humano com passar dos anos, a exemplo da menopausa.

O Dr. Vínícius Carruego, ginecologista integrativo, médico da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo, chama atenção para a importância do acompanhamento médico neste procedimento.  “É fundamental e indispensável a avaliação de cada paciente, de forma individual, para entender se a terapia de reposição hormonal é de fato indicada”, explica o médico.  

Dentre os principais benefícios da reposição hormonal estão o alívio dos sintomas da menopausa, prevenção da osteoporose, melhoria do fluxo de sangue, redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos, aumento da libido e, consequente melhora da vida sexual, entre outros. 

O desequilíbrio hormonal - que corresponde à carência ou excesso de hormônios, pode causar sérios danos à saúde e prejudicar e muito a qualidade de vida das mulheres. Sintomas como irritabilidade e ganho de peso rápido, por exemplo, podem se manifestar por causa da alteração dessas substâncias no corpo humano.

Quem deve fazer reposição hormonal?

“Todas as mulheres que chegaram à menopausa e desejam viver mais e melhor”, afirma o Dr. Carruego. De acordo com o especialista, a ciência já comprovou que a reposição hormonal pode prevenir as doenças que mais matam, tais como o infarto, AVC, demência e vários tipo de câncer. 

Quais são as contraindicações

O tratamento não deve ser indicado para mulheres com câncer de mama e do endométrio e casos anteriores de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O primeiro passo para iniciar o tratamento de reposição hormonal é identificar quais as deficiências hormonais que ocorrem no organismo por meio de exames laboratoriais (exame de sangue). A partir dos resultados, o médico poderá avaliar qual o melhor método para que seja feita a controle dos hormônios.  

Por isso é importante fazer exames com regularidade e buscar um médico de sua confiança.

Sobre o Dr. Vinícius Carruego – Médico Ginecologista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pós-Graduação em Ciências da Obesidade e Sarcopenia. Possui especialização em Endoscopia Ginecológica. Baseou seus estudos em hormônios, implantes hormonais e temas relacionados à saúde integral da mulher. 

Por que o implante é o método mais seguro na terapia de reposição hormonal?

Apesar dos inúmeros avanços no campo da Medicina, dos recursos tecnológicos disponíveis e da facilidade de comunicação nos dias atuais, muitas mulheres ainda resistem a terapia de reposição hormonal, principalmente, devido a carência de informações, fato que dificulta o acesso de muitas pacientes ao tratamento. 

A reposição hormonal consiste na administração de hormônios, tais como a   progesterona, o estradiol e a testosterona, com o intuito de promover o equilíbrio dos níveis dessas substâncias no organismo e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Mulheres na fase da menopausa, normalmente, necessitam da terapia de   reposição hormonal (TRH). O tratamento auxilia na diminuição de sintomas como ondas de calor, suores noturnos, insônias, secura vaginal, falta de libido, entre outros. Também pode ser usada para melhorar outras condições médicas, como osteoporose, depressão, enxaqueca. Estudos indicam que ajuda na prevenção de doenças como demência de alzheimer, infarto e AVC. 

Grande parte desses sintomas estão relacionados à diminuição dos níveis de hormônios sexuais, é o que aponta um estudo divulgado no Europe Journal Breast Heath, em 2021. De acordo com a publicação, a reposição hormonal traz benefícios a longo prazo para as mulheres e sugere reduzir os riscos de vários tipos de doenças, inclusive, o câncer de mama. 

As principais vias de administração da reposição hormonal são:  via oral (comprimidos), gel, transdérmica (através da pele), vaginal e implantes. No entanto, a escolha do tipo de tratamento deve ser feita pelo médico, levando em consideração as necessidades e características de cada paciente. 

Nos consultórios, ainda hoje, a pílula e o gel são os métodos mais utilizados, mas não necessariamente os mais seguros para a mulher. O tratamento via oral, por exemplo, pode aumentar os riscos de trombose e ocasionar possíveis riscos à saúde. Além disso, o esquecimento também pode ser um fator importante para as pacientes, devido ao uso diário do remédio. 

Em relação ao gel, é importante tomar alguns cuidados para evitar que o produto seja transmitido para outras pessoas, principalmente, crianças, já que ele pode permanecer na pele por mais tempo. Já os implantes garantem concentrações mais constantes dos hormônios por um período mais prolongado e não precisam ser aplicados diariamente. 

 O implante hormonal ainda apresenta outras vantagens em relação aos demais métodos de reposição hormonal, como por exemplo, a durabilidade. Ademais, é possível usar hormônios isomoleculares e bioidênticos, - que correspondem a molecular exatamente iguais aquelas que a paciente produziu pelo corpo, ou seja, sem modificar sinteticamente a molécula para que ela seja absorvida via oral, causando menos efeitos colaterais. 

Estudos científicos apontam os benefícios da reposição hormonal via implantes, como o aumento de massa óssea com o implante de estradiol e testosterona, inclusive, sugerem a diminuição do risco de câncer de mama.

O tratamento também ajuda na diminuição de sintomas psiquiátricos tais como depressão e na diminuição da incidência de demência.

Antes de iniciar a terapia de reposição hormonal é essencial realizar uma avaliação completa, incluindo anamnese, com solicitação de exames laboratoriais. Também é preciso que a paciente adote um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono de qualidade e ingestão adequada de água.

A reposição hormonal deve ser vista como uma forma complementar de cuidado à saúde, sendo sempre monitorada periodicamente pelo médico e ajustada anualmente de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

 

Sobre o Dr. Vinícius Carruego – CRM -SP 172.911. Diretor médico da Clínica Elsimar Coutinho em São Paulo. Médico Ginecologista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pós-Graduação em Ciências da Obesidade e Sarcopenia. Possui especialização em Endoscopia Ginecológica. Baseou seus estudos em hormônios, implantes hormonais e temas relacionados à saúde integral da mulher. 

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